Sugestões para oferecer ou para ler...


domingo, 26 de março de 2017

"O CAMINHO DO INFERNO"

Um livro intenso, que mexe profundamente com as nossas emoções, especialmente se somos mães e temos filhas adolescentes.
O desespero de uma mãe que vê desaparecer a sua filha, sem nunca mais ter havido uma pequena pista ou sinal do que poderá ter acontecido; o ruir de uma família que tinha uma vida perfeita; a morte de um dos elementos do casal na consequência de todos estes acontecimentos... e principalmente a revolta de saber quem fez desaparecer a sua jovem filha, mas não haver provas legais para incriminar o culpado...
Todos estes elementos fazem parte da trama, que está muito bem construída e tem um bom desenvolvimento, se bem que esperava mais do final.
De qualquer forma é um livro que se enquadra bem no estilo de escrita a que esta autora já nos habituou.
«A minha filha desapareceu a 28 de maio de 1986. Passaram quatro anos. Nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela desde então. Não sei se está viva ou morta, se é ou se era. Se me conformar ao tempo passado, admito que a minha filha desapareceu para sempre. Se me agarrar ao presente, sujeito-me ao infinito tormento da esperança. Vivo no limbo. Não é um local agradável. Daria o que quer que fosse para de lá sair, ou pelo menos para retirar a melancolia da minha alma. Anseio por alguma espécie de limpeza, de catarse, por uma eliminação do lixo tóxico que ficou para trás, na esteira de uma má experiência. A ideia de catarse incitou-me a começar este livro. A ideia, que, ao partilhar a minha experiência com o mundo, o veneno destas memórias poderia de algum modo diluir-se, foi como lançar uma corda a alguém que estivesse a ser arrastado pelas revoltas águas de um dilúvio. O problema, porém, é que não posso escapar à corrente, por muito forte que seja essa corda. Sou mãe de uma criança desaparecida.»
Notas sobre a autora:
Tami Hoag, escritora norte-americana, é originária do Minnesota, casada e a viver em Charlottesville na Virgínia. Os seus livros aparecem nas listas americanas de bestsellers desde a publicação em 1988 do seu primeiro romance.

quarta-feira, 15 de março de 2017

PANQUECAS LOW-CARB

Umas simples panquecas que podem ser usadas ao pequeno-almoço, como ao lanche, como para tapar aquele "buraquito" que surge a meio da manhã ou da tarde.
Quem disse que o pequeno-almoço tem que ter sempre pão?
E quem disse que são precisos muitos ingredientes para fazer uma receita?
Estas panquecas levam apenas dois ingredientes.. bem... três.. se contarmos com a canela...
Ficam super fofas, saborosas e são muito rápidas de confeccionar!
2 ovos
5 colheres de sopa de coco ralado
canela em pó a gosto

Colocar todos os ingredientes numa taça e triturar com a varinha mágica até ficar uma massa homogénea.
Se quiserem e gostarem podem adicionar aroma de baunilha, ou se forem mesmo muito gulosos e acharem necessário adicionar um pouco de mel.
Colocar ao lume uma frigideira antiaderente, deixar aquecer bem e ir fazendo as panquecas em lume médio, tendo cuidado para não queimar.
Esta quantidade de ingredientes dá para 4 panquecas fofinhas.
Servir com topping a gosto. No meu caso foi iogurte grego, morangos e amêndoa laminada.
Bom apetite!!!

"O FEITIÇO DA LUA"

Sarah Addison Allen tem o dom de nos transportar para um mundo de fantasia, onde coisas estranhas acontecem, mas no final o amor e os sentimentos sinceros acabam sempre por triunfar.
Emily regressa à terra natal de sua mãe, sem conhecer o que a espera e sem saber que tipo de pessoas irá encontrar, mas com a nítida certeza que algo de estranho aconteceu no passado.
Cruza o seu caminho com várias personagens, sendo que Julia foi uma das que mais me fascinou, com o seu passado a emergir ao longo da narrativa.
Uma leitura leve e serena para qualquer idade.

No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo - por mais deslocadas que se sintam. Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de pelo menos resolver alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com mo avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mais perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são o nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.
Notas sobre a autora:
Sarah Addison Allen nasceu em Asheville, na Carolina do Norte. Licenciada em Literatura, a autora dedica-se actualmente ao seu terceiro romance.
Os direito de O Jardim Encantado, a sua obra de estreia foram cedidos para 15 países e só nos Estados Unidos venderam-se mais de meio milhão de exemplares. O livro foi distinguido com o prémio SIBA Novel of The Year, atribuído pela Associação de Livreiros Independentes do Sul ao melhor romance de 2008. Em Portugal, O Jardim Encantado foi igualmente um êxito, com mais de 10 mil livros vendidos. O Quarto Mágico, o seu primeiro livro, foi eleito Romance Feminino do Ano pela revista Romantic Times.

terça-feira, 7 de março de 2017

"A VINGANÇA SERVE-SE QUENTE"

Mais um livro espectacular com Helen Grace como personagem principal. Cada vez gosto mais desta personagem, mulher decidida, com personalidade forte, com grande sentido de responsabilidade com a sua missão e para com os colegas.
O enredo da história é muito interessante, gira em torno de incêndios que aparecem em toda a cidade, sem nada que aparentemente os ligue entre si, mas que é fácil de perceber que o incendiário é sempre o mesmo.
No final, depois de descoberto o culpado e as razões que o moveram a tais actos, ficamos com aquela sensação de melancolia pelo facto de o livro estar a chegar ao final.
Este é sem dúvida um dos grandes autores deste século.

Na calada da noite, três violentos incêndios iluminam os céus da cidade. Para a detetive Helen Grace, as chamas anunciam algo mais do que uma coincidência trágica — este cenário infernal de morte e destruição revela uma ameaça nunca antes vivenciada.
No decurso da investigação, descobre-se que aquele que procuram não é apenas um incendiário em busca de emoções fortes — os atos criminosos denunciam um assassino meticuloso e calculista. Alguém que pretende reduzir as suas vítimas a cinzas…
Uma nuvem negra de medo e desconfiança estende-se sobre a cidade, à espera da faísca que provocará a próxima tragédia. Conseguirá Helen descobrir a tempo quem será a próxima vítima?
Notas sobre o autor:
M. J. Arlidge trabalha em televisão há 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos 5 anos produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido.
Encontra-se presentemente a escrever uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.

quinta-feira, 2 de março de 2017

PÃO DE QUEIJO OCO

Mais uma daquelas receitas super fáceis, com poucos ingredientes, rápidas de confeccionar e deliciosas ao paladar... ideais para quem gosta de comer um pãozinho sem ficar com pesos na consciência.
A receita é apta para quem pratica alimentação Paleo ou Low-Carb... e também é boa para aquelas pessoas que se perguntam constantemente "Se abolir o glúten o que é que eu vou comer ao pequeno-almoço?"
Pois bem... comam um pãozinho destes... ou dois até.. e verão que ficam saciadas!
100gr de polvilho azedo
90gr de queijo quark
1 ovo pequeno
sal e oregãos q.b.

Misturar bem todos os ingredientes.
Fazer bolinhas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Levar ao forno, pré-aquecido a 160º, durante 10 a 15 minutos (depende se gostam deles mais ou menos lourinhos).
Servir de seguida.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

"A VIDA SABE O QUE FAZ"

Um daqueles livros de "leitura leve" que se consegue ler facilmente.
Histórias de um amor "desencontrado" entre Carlos e Isabel e novos encontros amorosos, que irão mudar o rumo das vidas das personagens.
Há uma forte carga emocional nesta obra, abordando a espiritualidade, as conversas com Deus, o poder da oração e o acreditarmos que pensamentos positivos atraem coisas positivas para a nossa vida.
É uma leitura que nos faz sentir bem!

Isabel perde o noivo, Carlos, dado como desaparecido em combate na Segunda Guerra Mundial, e retoma a sua vida ao lado de Gilberto. Carlos regressa inesperadamente, apaixonado e ávido por recuperar os anos de juventude perdida. Isabel é colocada perante um terrível dilema. Após refletir, Isabel tem apenas uma opção: ficar ao lado de Gilberto e confrontar Carlos. Ao conhecer a decisão, Carlos revolta-se e tem dificuldade em afastar-se. Incomodado por sonhos e mensagens que não consegue compreender, será ele capaz de encontrar o seu próprio caminho ou irá lutar por Isabel até ao fim?
Notas sobre a autora:
Zibia Gasparetto foi colunista da revista brasileira Contigo! Durante quatro anos, sendo a autora que mais cartas de fãs recebia. Quando deixou de escrever, em 1997, reuniu as suas crónicas num livro intitulado Zibia Gasparetto Conversando Contigo! A autora tem actualmente um programa de rádio no Brasil, onde vive, que fala do tema da espiritualidade e convida os ouvintes a participarem pelo telefone. Em 1991, Zibia ficou viúva e passou de uma típica dona de casa a empresária, como gestora da editora Espaço Vida e Consciência. "Quando fiquei viúva, já com os filhos crescidos, senti o chão faltar aos meus pés", lembra Zibia. Foi por esta altura que a autora percebeu que a sua solução seria despertar para sobreviver. Reagiu à sua tragédia pessoal e esclareceu-se seguindo a filosofia do Espaço, que hoje defende.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BOLO DE BANANA, AVEIA E CHIA

Há aqueles dias em que nos apetece mesmo algo doce, um bolinho para o lanche, um miminho para acompanhar o café depois do almoço ou jantar, etc.
Que tal uma receita que seja doce, saborosa e ao mesmo tempo saudável? Daquelas que podemos comer uma fatia ou duas (claro que não é o bolo todo) sem ficar com pesos na consciência (e na balança)?
A receita original (que vi algures no facebook) era em forma de queques, mas resolvi fazer "uma peça única", ou seja, um bolo. Usem uma forma pequena ou, caso queiram fazer um bolo maior, dupliquem as quantidades.
Receita indicada para quem pratique alimentação Paleo.
1 banana
4 colheres de sopa de aveia (de preferência sem glúten)
2 colheres de sopa de chia
sumo de 1 laranja
2 ovos
1 colher de chá de fermento em pó
canela em pó e amêndoa laminada q.b.

Juntar todos os ingredientes (excepto a amêndoa) e misturar com a batedeira eléctrica até obter uma massa homogénea.
Colocar num tabuleiro pequeno forrado com papel vegetal (ou em formas individuais de queques), polvilhar a superfície com canela em pó, decorar com amêndoa laminada, e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 15 minutos (fazer o teste do palito).
Deixar arrefecer, desenformar e cortar em tiras.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"AS DUAS IRMÃS"

Foi a primeira obra que li de Agatha Christie fora do contexto "policial/thriller/mistério" e fiquei surpreendida, embora não seja um livro fantástico.
Como sempre a autora tem uma capacidade fenomenal de descrever as personagens e de nos fazer agarrar o melhor de cada uma delas.
Laura é uma personagem deliciosa e deveras interessante, quer na sua infância, quer na idade adulta.
Já a sua irmã Shirley deixa muito a desejar, não foi uma das personagens que me tocaram.
O que me despertou de facto a atenção foi a forma algo subtil como a autora aborda o tema amor, o que a falta ou excesso deste sentimento pode despertar na vida de cada pessoa, chegando mesmo a influenciar as suas vivências futuras.
O final é um pouco estranho, mas não deixa de se enquadrar no contexto da obra.

Laura Franklin fica muito afetada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?
Notas sobre a autora:
Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.