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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BOLO DE BANANA, AVEIA E CHIA

Há aqueles dias em que nos apetece mesmo algo doce, um bolinho para o lanche, um miminho para acompanhar o café depois do almoço ou jantar, etc.
Que tal uma receita que seja doce, saborosa e ao mesmo tempo saudável? Daquelas que podemos comer uma fatia ou duas (claro que não é o bolo todo) sem ficar com pesos na consciência (e na balança)?
A receita original (que vi algures no facebook) era em forma de queques, mas resolvi fazer "uma peça única", ou seja, um bolo. Usem uma forma pequena ou, caso queiram fazer um bolo maior, dupliquem as quantidades.
Receita indicada para quem pratique alimentação Paleo.
1 banana
4 colheres de sopa de aveia (de preferência sem glúten)
2 colheres de sopa de chia
sumo de 1 laranja
2 ovos
1 colher de chá de fermento em pó
canela em pó e amêndoa laminada q.b.

Juntar todos os ingredientes (excepto a amêndoa) e misturar com a batedeira eléctrica até obter uma massa homogénea.
Colocar num tabuleiro pequeno forrado com papel vegetal (ou em formas individuais de queques), polvilhar a superfície com canela em pó, decorar com amêndoa laminada, e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 15 minutos (fazer o teste do palito).
Deixar arrefecer, desenformar e cortar em tiras.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"AS DUAS IRMÃS"

Foi a primeira obra que li de Agatha Christie fora do contexto "policial/thriller/mistério" e fiquei surpreendida, embora não seja um livro fantástico.
Como sempre a autora tem uma capacidade fenomenal de descrever as personagens e de nos fazer agarrar o melhor de cada uma delas.
Laura é uma personagem deliciosa e deveras interessante, quer na sua infância, quer na idade adulta.
Já a sua irmã Shirley deixa muito a desejar, não foi uma das personagens que me tocaram.
O que me despertou de facto a atenção foi a forma algo subtil como a autora aborda o tema amor, o que a falta ou excesso deste sentimento pode despertar na vida de cada pessoa, chegando mesmo a influenciar as suas vivências futuras.
O final é um pouco estranho, mas não deixa de se enquadrar no contexto da obra.

Laura Franklin fica muito afetada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?
Notas sobre a autora:
Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"A PRAIA ROUBADA"

A história deste livro faz-me lembrar aquelas pequenas comunidade (aldeias ou vilas) um pouco espalhadas por todo o país em que, não obstante o facto de ficarem ao lado umas das outras, vivem grandes rivalidades entre si e que os "ódios de estimação" são alimentados durante anos e anos, passando de geração em geração.
Duas pequenas ilhas que se avistam entre si, em que as suas comunidades vivem momentos de tensão e "pequenas guerras" entre si, em que vigiam e invejam os negócios uns dos outros, e em que o facto de terem menos ou mais areia nas suas praias só serve para acentuar ainda mais as discórdias.
Embora goste muito da escrita de Joanne Harris, nesta obra por vezes a narrativa é um pouco dispersa e maçadora, embora o desenlace final tenha sido melhor do que eu estava à espera.
Uma história que nos faz pensar que para as coisas dêem certo, convém que toda a gente "reme" para o mesmo lado...

Encerradas numa pequena ilha na costa do Atlântico, duas comunidades vivem de costas voltadas entre si. Enquanto La Houssinière se transformou numa cidade próspera devido ao turismo que a única praia de toda a ilha lhe proporciona, Les Salants permaneceu esquecida no tempo, habitada apenas por pescadores e marinheiros que, tal como a vida que levam, são rudes e amargos. Mado nasceu em Les Salants, mas cedo partiu com a mãe para Paris. Após a morte desta, a jovem decide voltar à ilha da sua infância e reencontrar o pai. Mas o regresso ao passado não é fácil. A ilha, constantemente varrida por um vento inclemente, encerra em si todo um universo de mistérios e contradições, inacessíveis a uma "desconhecida". Mas, estranhamente, tal parece não ter acontecido com Flynn, um jovem irlandês que, embora recém-chegado, é alvo da afeição e da confiança de todos, até do pai de Mado, um homem cujo coração está fechado para o mundo e que se mantém teimosamente recolhido num silêncio sepulcral. Face a uma comunidade fechada, supersticiosa e apostada em manter acesos ódios ancestrais, Mado decide desafiar a sorte e as marés e consegue vencer o orgulho e as crenças dos habitantes de Les Salants. Juntos, vão tentar mudar o futuro da povoação e o seu próprio destino. Para Mado, esta vai ser uma incursão no amor e o (re)encontro com os valores familiares e comunitários. Poderá um castelo de areia sobreviver às marés? Inspirado na ilha onde Joanne Harris passou alguns momentos da sua infância, A Praia Roubada transporta-nos de imediato para a nossa própria infância e, especialmente, para os inesquecíveis dias ociosamente passados à beira-mar.
Notas sobre a autora:
Escritora franco-inglesa, Joanne Michèle Sylvie Harris nasceu a 3 de Julho de 1964, em Yorkshire. Filha de pai inglês e mãe francesa, ambos professores, cresceu sentindo-se deslocada por força do seu bilinguismo, num meio adverso ao cosmopolitismo. Refugiou-se portanto na leitura, que povoou a sua fantasia de amigos imaginários, sobretudo nos primeiros dez anos da sua vida. Estudou no Wakesfield Girl's High e no Barnsley Sixth Form College. Passou grande parte da sua adolescência a escrever, imitando os seus autores favoritos, à procura do seu próprio estilo. Ao terminar o ensino secundário, ingressou no St. Catherine's College de Cambridge, onde se diplomou em Línguas e Literaturas Medievais e Modernas, Variante de Estudos Franceses e Alemães. Neste período envolveu-se em algumas actividades extra-curriculares, como a prática do Ju-Jitsu e a música, chegando a actuar em vários bares de Cambridge com o seu baixo. Antes de responder à vocação familiar do ensino, passou por uma breve fase em que trabalhou como guarda-livros e como música. Começou depois a ensinar Francês na Leeds Grammar School e, mais tarde, Literatura Francesa na Universidade de Sheffield. Em 1989 publicou o seu primeiro romance, The Evil Seed, a que se seguiu Sleep Pale Sister (1993). Ambas as obras passaram despercebidas pela crítica, nunca chegando a ser reeditadas. No entanto, dez anos após o aparecimento do seu primeiro trabalho, surgiu com Chocolat (1999). A obra, que constituiu um sucesso de vendas imediato, foi nomeada para um Prémio Whitbread. Situado num lugar exótico no vale do Loire, em França, o romance contava a história de uma jovem viúva que chega a uma aldeia oprimida e decide abrir uma lojas de chocolates, que usa para adoçar a amargura da população. Foi adaptado para o cinema pelo realizador Lasse Hallström, contando com a presença de Juliette Binoche no papel principal. No ano de 2001 apareceu Five Quarters Of The Orange (Cinco Quartos de Laranja), a que seguiram Blackberry Wine (2001), The French Kitchen, A Cookbook (2002), Coastliners (2002, A Praia Roubada) e Holy Fools (2003).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ARROZ DOCE DE COUVE FLOR

Cá está mais uma daquelas receitas que as pessoas torcem o nariz e dizem "que horror!!!"... confesso que eu também pensava assim, e também achava que esta combinação de ingredientes não fazia o mínimo sentido.
Mas à medida que nos habituamos ao estilo de vida/alimentação Paleo, começamos a perceber que afinal o que não faz sentido são as "teorias" que nos têm impingido ao longo dos anos.
Se me perguntarem se este arroz doce fica igual ao tradicional, a minha resposta é "Não"!!!
Se me perguntarem se este arroz doce fica bom, a minha resposta é "Delicioso!!!"
Receita do site Paleo XXI.
1/4 de couve flor
leite de amêndoa caseiro q.b. (o suficiente para cobrir a couve flor)
1 gema
1 colher de sopa de mel
1 pau de canela
casca de limão
1 estrela de anis
1 colher de sopa de manteiga clarificada (ghee)

Triturar a couve flor (quanto mais fina melhor), colocá-la num tacho e cobrir com o leite.
Acrescentar o pau de canela, o anis, a casca de limão e o mel. Deixar cozinhar até a couve ficar bem cozida.
Com cuidado acrescentar a gema, mexendo sempre para não talhar.
Já fora do lume acrescentar a manteiga, mexendo bem para derreter e envolver.
Deixar arrefecer e polvilhar com canela.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"A CRIANÇA DE FOGO"

Narrativa espectacular e arrepiante, momentos de suspense tão intensos e envolventes que chegamos a ficar assustados até com a nossa própria sombra.
O ambiente do livro é todo ele misterioso e assustador, desde o local ermo onde se passa a maior parte da acção, com altas falésias, mar revoltado, minas escuras e assustadoras onde já muita gente morreu...
Depois temos um leque de personagens que, por si só, nos deixam com os cabelos em pé: um garoto estranho e reservado que parece conseguir prever o futuro, ainda que esse futuro sejam apenas desgraças; um marido amoroso com um passado misterioso e desconhecido; uma sogra estranha; a nova esposa Rachel, que balança na "corda bamba"; uma casa deveras aterradora...
Quem gosta de leituras arrepiantes tem aqui um livro excelente!!!

Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal».
Notas sobre o autor:
S. K. Tremayne é jornalista e escritor. Nasceu em Inglaterra, em 1963, e estudou Filosofia na University College London. Como jornalista escreveu para o Times, o Daily Mail, o Sunday Times e o Guardian. Em 2013 tornou-se blogger e comentador para o Daily Telegraph, no Reino Unido. Vive em Londres e tem duas filhas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CREME DE COENTROS

O Inverno é a estação do ano de que menos gosto e levo os dias a queixar-me do frio, da humidade, da chuva, etc... Bem sei que temos que atravessar várias mudanças de temperatura ao longo do ano, também sei que a chuva faz falta, que é "fruta da época", mas as saudades do Verão e do calor são tantas que esta época do ano chega a deixar-me deprimida.
Para animar as noites frias vingo-me nas sopas, prato cada vez mais usado e apreciado cá em casa. E não há dúvida de que, usando a Bimby, conseguimos sopas com uma cremosidade sem igual.
Desta vez optei por servir um perfumado creme de coentros...
2 dentes de alho
1 nabo médio
1/2 couve romanesca (ou couve flor)
150gr abóbora
800gr de água (ou o suficiente para cobrir apenas ligeiramente os legumes)
50gr de coentros
sal  e azeite q.b.

Descascar todos os legumes, cortar em pedaços e colocar no copo.
Separar algumas folhas de coentros para decoração, e os restantes colocar também no copo tendo cuidado de retirar os talos mais rijos.
Cobrir os legumes com água, temperar com sal e um fio de azeite e programar 20 minutos, 100º, velocidade 1.
No final triturar a sopa durante 1 minuto, progressivamente na velocidade 3-5-7.
Servir de seguida, decorando com as folhas de coentros que reservou.
Se preferir pode adicionar uma colher de sopa de natas ou ovo cozido picado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"O LIVRO DOS BALTIMORE"

Livro fantástico e envolvente, com personagens que nos enchem a alma e nos fazem sentir parte da família.
É encantador conhecer a história dos Goldman, em que parte da família vive de forma mais abastada e a outra parte de forma mais simples.
Os primos, jovens da mesma idade, convivem de forma saudável, mas sempre condicionados pelo estilo de vida dos pais.
Há tantas voltas e reviravoltas ao longo da história que os factos que julgávamos como assumidos deixam de fazer sentido.
E há sempre a referência ao "Dia do Drama", que só praticamente no final do livro conseguimos perceber o que é.
Gostei muito deste livro e ao terminá-lo senti-me nostálgica e já cheia de saudades das personagens.
Até ao dia do Drama, existiam dois ramos da família Goldman: os de Baltimore e os de Montclair. O ramo de Baltimore, próspero e bafejado pela sorte, mora numa luxuosa mansão e encarna a imagem da elite americana. Já os Goldman de Montclair são uma típica família de classe média e vivem numa casa banal em Nova Jérsia. Tudo isto se transforma com o Drama. Movido pelas memórias felizes dos tempos áureos de Baltimore, Marcus Goldman procura descobrir o que se passou no dia do Drama, que mudaria para sempre o destino da família. O que aconteceu realmente aos Goldman de Baltimore?
Notas sobre o autor:
Joël Dicker nasceu em Genève, Suíça, em 1985. A verdade sobre o caso Harry Quebert é o seu segundo romance, com o qual arrecadou vários prémios: Prix de la Vocation Bleustein-Blanchet, o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa, o Prémio Goncourt des Lycéens e o prémio da revista Lire para Melhor Romance em língua francesa. O seu primeiro romance, Les derniers jours de nos pères, venceu o Prémio dos Escritores de Genève.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PÃO LOW-CARB

Cada vez mais em busca de uma alimentação saudável e seguindo a filosofia Paleo ("Come diferente, pensa como antigamente"), encontrei a receita de um pão maravilhoso que se come bem a qualquer hora do dia.
Quando sai do forno, quentinho, com manteiga  a derreter por cima, é uma autêntica maravilha.
É igual ao outro pão (pão branco ou integral)? Não, não é... mas tem a vantagem de ser low-carb, sem glúten, feito por nós em apenas 30 minutos e com muitos benefícios para a nossa saúde.
Arrisquem e provem, tenho a certeza que ficarão surpreendidos com o sabor. A receita foi tirada do Facebook, do grupo Paleo Descomplicado.
1 chávena de farinha de linhaça
1/4 chávena de farinha de coco
1 colher de sopa de azeite
1 colher de café de fermento em pó
4 ovos
1 colher de chá de flor de sal
1/4 de chávena de água
sementes de girassol, papoila, abóbora, etc, q.b.
* a chávena utilizada tem a capacidade de 200ml

Misturar todos os ingredientes com uma batedeira eléctrica.
Adicionar sementes a gosto à massa.
Forrar uma forma rectangular com papel vegetal, verter a massa e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 25 minutos.
Notas: 
* fica um pão relativamente pequeno, se quiserem um pão maior basta dobrar as quantidades, mantendo o mesmo tempo de cozedura
* podem usar linhaça amarela ou castanha (farinha) que o resultado final a nível de sabor é o mesmo, já fiz com as duas e sai sempre bem
* uma das vezes em que fiz a receita esqueci-me de adicionar a água à massa, mas o pão ficou praticamente igual, por isso se se esquecerem da água não faz mal